Aeroportos de Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR) lideram a movimentação de passageiros na regiãoA Região Sul do país tem sido um dos principais polos de crescimento da aviação brasileira, com avanços na movimentação de passageiros e cargas, e maior protagonismo de aeroportos regionais. Dados do estatístico de Demanda e Oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), referentes a fevereiro deste ano, mostram que o setor aéreo na região segue em expansão, impulsionado pelo turismo, pela atividade econômica e pela ampliação da malha aérea.
Somente no mercado doméstico, foram registrados 7.818.046 passageiros. Entre os aeroportos da região, Porto Alegre lidera a movimentação, com 535.412 passageiros (27,79%), seguido por Curitiba (São José dos Pinhais), com 419.040 (21,75%), e Florianópolis, com 307.286 (15,95%). Na sequência aparecem Foz do Iguaçu, com 210.359 passageiros (10,92%), e Navegantes, com 174.400 (9,05%), o que mostra o crescimento de destinos turísticos e a diversificação da demanda aérea na região. Já no segmento internacional, Florianópolis se destaca como principal porta de entrada, concentrando 253.755 passageiros (83,53%) do fluxo analisado. Porto Alegre aparece na sequência, com 32.378 passageiros (10,66%), seguido por Curitiba, com 13.796 (4,54%).
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que os dados indicam acerto nos investimentos feitos na região, voltados à ampliação da infraestrutura para atender à demanda. “O Governo Federal tem priorizado a melhoria da infraestrutura, com o aumento de investimentos nos aeroportos, o que é fundamental para ampliar a capacidade operacional, fortalecer a aviação regional e garantir mais conectividade e desenvolvimento econômico para o país”, afirmou.
As rotas conectam a região a destinos estratégicos na América do Sul, América do Norte e Europa, com ligações para cidades como Santiago, Buenos Aires, Miami e Lisboa. Com relação ao transporte de carga aérea doméstica, a Região Sul movimentou 31.359.837 kg no período. Entre os terminais, Porto Alegre concentra a maior parte da carga, com 2.084.050 kg (47,35%), seguido por Curitiba (725.625 kg / 16,48%) e Florianópolis (603.959 kg / 13,72%). Navegantes também se destaca, com 441.604 kg (10,03%), o que reforça o papel logístico da região.
O desempenho do setor na região reflete uma combinação de fatores, como o aquecimento do turismo, especialmente em destinos como Florianópolis e Foz do Iguaçu, e os investimentos em infraestrutura aeroportuária. A ampliação da oferta de voos e o aumento da frequência das rotas também contribuem para o crescimento observado.
De acordo com o levantamento, as principais rotas aéreas continuam concentradas no eixo Sul–Sudeste, com forte ligação aos aeroportos de São Paulo, que operam como hubs nacionais. Ao mesmo tempo, cresce o número de conexões diretas com o exterior, indicando maior inserção da Região Sul no mercado internacional e redução gradual da dependência de conexões intermediárias.
Melhorias e investimentos
Os investimentos em infraestrutura aeroportuária têm desempenhado papel central no crescimento da aviação na Região Sul do país. Apenas no ciclo mais recente, o Governo Federal destinou cerca de R$ 389,4 milhões para obras, melhorias operacionais e ampliação da capacidade em aeroportos da região, com foco especial em terminais regionais. Os recursos contemplam desde a elaboração de estudos e projetos até intervenções diretas na infraestrutura, como melhorias em pistas, pátios e sistemas operacionais, além da instalação de equipamentos como estações meteorológicas, fundamentais para aumentar a segurança e a regularidade das operações aéreas.
Entre os aeroportos beneficiados estão terminais estratégicos para a aviação regional, como Chapecó (SC), Guarapuava (PR), Toledo (PR), Cascavel (PR), Blumenau (SC) e Francisco Beltrão (PR). As intervenções nesses locais visam ampliar a capacidade operacional e criar condições para a atração de novas rotas, fortalecendo a conectividade no interior da região.
Atualmente, a Região Sul conta com uma rede de mais de 20 aeroportos operando voos comerciais, muitos deles com crescimento expressivo nos últimos anos, impulsionando o turismo, os negócios e o escoamento da produção local. Além dos investimentos públicos, o modelo de concessões também tem contribuído para a modernização dos aeroportos da região. Rodadas anteriores de concessão incluíram terminais estratégicos como Curitiba, Foz do Iguaçu, Navegantes e Londrina, com previsão de bilhões em investimentos ao longo dos contratos, ampliando a qualidade dos serviços e a capacidade de atendimento.