Dois jacarés e uma preguiça foram resgatados
FOTOS: Beatriz Sampaio/PC-AM.
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), em conjunto com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), deflagrou, neste sábado (09/05), a Operação Anhangá 2, que resultou na prisão em flagrante de quatro pessoas por exploração e maus-tratos a animais silvestres, além do resgate de dois jacarés e uma preguiça.
A ação, no âmbito da Operação Segurança Presente, contou com o apoio do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIPC), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core-AM), da Delegacia Fluvial (Deflu), do Instituto de Criminalística (IC), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Amazonastur.
Conforme o delegado Guilherme Antoniazzi, titular da Dema, a operação teve como objetivo resgatar animais que estavam sendo explorados economicamente e utilizados de forma irregular em uma aldeia indígena, por meio de atividades turísticas, no lago do Janauari, em Iranduba.
FOTOS: Beatriz Sampaio/PC-AM.
“Durante a ação, quatro pessoas foram presas. Resgatamos dois jacarés e uma preguiça”, informou Antoniazzi.
As denúncias foram encaminhadas ao Ipaam, incluindo demandas do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), relacionadas à exploração ilegal de animais silvestres para interação turística na região.
Segundo o delegado Renato Matta, adjunto da Dema, os suspeitos estavam cobrando valores de turistas para que tirassem fotos com os animais e, possivelmente, dopando-os para que ficassem mais dóceis. Esse fato será apurado por meio de perícia.
FOTOS: Beatriz Sampaio/PC-AM.
“Também encontramos cordas utilizadas para amarrar os animais, além de cativeiros onde eles eram mantidos em jaulas pequenas dentro da comunidade”, relatou.
A fiscal da Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa) do Ipaam, Yara Andrade, explicou que a operação teve como objetivo combater a exploração irregular de animais silvestres para fins turísticos. Segundo ela, a prática já é antiga na região e vem sendo alvo de fiscalizações recorrentes.
“Durante a operação, constatamos que os animais estavam sendo utilizados para interação com turistas em troca de pagamento, o que configura uma prática ilegal. Também identificamos indícios de maus-tratos e condições inadequadas para a manutenção desses animais. Nosso trabalho é interromper esse tipo de atividade e garantir o atendimento adequado aos animais resgatados”, afirmou Yara.
Após os resgates, todos os animais foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no Distrito Industrial I, zona sul de Manaus. As multas aos infratores totalizaram R$ 10,5 mil.
FOTOS: Beatriz Sampaio/PC-AM.
Primeira fase
A primeira fase da operação foi deflagrada há um ano, no dia 9 de maio de 2025. Na ocasião, a Polícia Civil prendeu um indivíduo de 22 anos e apreendeu três adolescentes. Com eles, foram resgatados sete animais, entre eles três preguiças, duas macacas, uma arara e uma cobra.
Procedimentos
Os quatro suspeitos foram autuados por maus-tratos a animais, guarda ilegal de espécies silvestres e associação criminosa. Eles passarão por audiência de custódia e ficarão à disposição da Justiça.