O investimento conjunto de R$ 4 milhões, estima apoiar 10 projetos cooperativos no valor de R$ 400 mil
Foto: Ayrton Lopes / Decon Fapeam
Com o objetivo de incentivar a articulação entre Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), promovendo a cooperação entre pesquisadores do Paraná e do Amazonas, visando à formação e ao fortalecimento de redes colaborativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Fundação Araucária anunciaram, na quarta-feira (27/05), o lançamento do Programa de Apoio a Pesquisas e Ações Estratégicas para a Bioeconomia Inclusiva no Amazonas e no Paraná.
Com o investimento de R$ 4 milhões, sendo R$ 2 milhões de cada instituição, a iniciativa estima apoiar até 10 projetos cooperativos, no valor de R$ 400 mil. A publicação da Chamada nas páginas oficiais das Fundações e o início da submissão de propostas nos sistemas oficiais serão realizados no dia 10 de junho. O evento de anúncio do Programa foi realizado na sede da Fundação, localizada no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.
A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales Mendes Silva, destacou que a iniciativa busca ampliar a cooperação científica entre os estados, incentivar o intercâmbio de pesquisadores e fortalecer projetos voltados à produção de conhecimento e inovação para desafios estratégicos da Amazônia.
“É uma parceria super importante porque nós estamos unindo esforços e possibilitando aos pesquisadores do Amazonas e do Paraná que eles se aproximem e que construam conjuntamente possibilidades de pesquisa voltadas para o cenário amazônico. O edital fortalece a área de CT&I dos dois estados e a nossa expectativa é a melhor possível, porque nós temos pesquisadores altamente qualificados no Paraná e no Amazonas”, comentou Márcia Perales.
Para Ramiro Wahrhaftig, presidente da Fundação Araucária, a chamada pública é uma oportunidade para ampliar a cooperação acadêmica e científica entre os dois estados promovendo troca de conhecimento entre diferentes realidades regionais. A expectativa é de que a parceria gere impactos, tanto na produção científica, quanto na formulação de soluções para desafios territoriais e sociais.
Foto: Ayrton Lopes / Decon Fapeam
“As expectativas são muito, muito boas. Nós temos centenas de pesquisadores paranaenses que querem colaborar com pesquisadores amazonenses. E nós estamos dando possibilidade para eles colaborem em pesquisas de impacto, em pesquisas que possam realmente fazer a diferença na Amazônia. Haverá ganhos para ambos, não somente para a Amazônia, mas para o Paraná também”, disse Ramiro Wahrhaftig.
Eixos Temáticos
As propostas colaborativas entre pesquisadores do Paraná e do Amazonas deverão ser orientadas pelos seguintes eixos temáticos: Desenvolvimento Sustentável Territorial e Dinâmicas Regionais; Bioeconomia e Sociobiodiversidade como Vetores de Desenvolvimento Territorial; Governança Territorial, Arranjos Institucionais e Políticas Públicas; Tecnologias Sociais, Inovação e Processos Sustentáveis; e Inclusão Produtiva, Educação e Capacitação para o Desenvolvimento Territorial.
As propostas podem contemplar mais de um eixo, desde que haja clareza na identificação do eixo principal e coerência técnico-científica entre objetivos, metodologia e resultados esperados, evidenciando sua contribuição para o desenvolvimento sustentável territorial em ambos os Estados.
Sociobioeconomia na Amazônia
Foto: Ayrton Lopes / Decon Fapeam
O evento reuniu pesquisadores e gestores de várias instituições de ensino e pesquisa do Amazonas, que na oportunidade assistiram à palestra “Ciência, Tecnologia e Inovação: desafios e oportunidades para a sociobioeconomia na Amazônia”, apresentada pela doutora em Política Científica e Tecnológica, Maria do Perpétuo Socorro Rodrigues Chaves, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
Durante a apresentação, ela destacou sobre a importância das pesquisas científicas e da integração entre ciência e conhecimentos tradicionais como pilares essenciais para fortalecer e impulsionar a sociobioeconomia no Amazonas. E ressaltou ainda que essa interconexão, aliada às parcerias e cooperações institucionais, é fundamental para ampliar os conhecimentos produzidos sobre a Amazônia, um território complexo, diverso e que impõe desafios constantes à sociedade e à comunidade científica.
“Isso vai potencializar políticas públicas, o conhecimento maior das populações, das suas práticas e a parceria que vai ser feita com a Fundação Araucária vai dar uma potência, uma dimensão muito maior nesse diálogo entre os pesquisadores locais que têm o conhecimento dessa realidade e os conhecimentos dos pesquisadores que vêm de fora, trazendo novos conhecimentos”, enfatizou Socorro Chaves.
Fundação Araucária
Para o lançamento do Programa de Apoio a Pesquisas e Ações Estratégicas para a Bioeconomia Inclusiva no Amazonas e no Paraná, estiveram em Manaus, além do diretor-presidente da Fundação Araucária, a coordenadora técnica do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NapiTrinacional), Adriana Brandt, e o gerente do setor de Ciência e Tecnologia, Nilceu Deitos.
A Fundação Araucária também integra o Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap) e impulsiona o desenvolvimento social, econômico e ambiental do Paraná por meio da ciência, tecnologia e inovação (CT&I).
A instituição foi criada a partir da Lei 12.020/98, que estabeleceu o Fundo Paraná e criou o Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia. Conforme previsto na legislação e no Decreto 4.684, de 12 de agosto de 1998, a lei da criação da Araucária foi regulamentada. A Fundação passou a ter existência legal no ano de 2000.