Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
Os Influenciadores
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
Os InfluenciadoresOs Influenciadores
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Nacional

Criação do Sistema Nacional de Trilhas transforma rede em política pública

11 de junho de 2026
Compartilhar

Resultado de articulação entre ICMBio, MMA e MTur, iniciativa fortalece a conservação, o uso público e o turismo sustentável em Unidades de Conservação. Presidente Lula assinou outros decretos de impacto positivo ao Instituto O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou na última quarta-feira (10) o Decreto nº 15.180/2025, que institui o Sistema Nacional de Trilhas (Sintrilhas). A medida transforma a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas ) em uma política pública permanente, estabelecendo diretrizes, instrumentos de gestão e mecanismos de governança para integrar conservação ambiental, uso público e turismo sustentável nas Unidades de Conservação (UCs).

A assinatura se deu em um contexto especial: o evento em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5), no Palácio do Planalto. Mesma cerimônia na qual foram assinadas a criação e ampliação de duas Unidades de Conservação federais.

Resultado da articulação entre o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério do Turismo (MTur), a iniciativa responde à crescente demanda por visitação nas áreas protegidas federais, que receberam 28,5 milhões de visitas em 2025. O objetivo é estruturar e fortalecer a rede de trilhas brasileiras, ampliar a segurança dos usuários e robustece o Brasil como destino internacional de turismo de natureza.

Atualmente, o País conta com cerca de 205 trilhas planejadas, somando mais de 41 mil quilômetros, dos quais mais de 16 mil já estão implementados. Dessas, 22 são oficialmente reconhecidas pelo MMA, conectando centenas de municípios, áreas protegidas e comunidades locais em todos os biomas brasileiros.

Entre as trilhas reconhecidas que atravessam UCs federais destacam-se a Trilha Caminhos da Ibiapaba (Ceará e Piauí), a Caminho dos Veadeiros (Goiás), a Trilha Transcarioca (Rio de Janeiro) e a Trilha Amazônia Atlântica, que conecta áreas protegidas de seis estados brasileiros — Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.

Temos a obrigação de preservar nossas riquezas naturais e fazer com que elas tenham utilidade para o povo brasileiro. Precisamos valorizar nossas áreas protegidas, atrair visitantes e mostrar ao mundo a riqueza que o Brasil possui” , afirmou Lula.

O ministro do MMA, João Paulo Capobianco, ressaltou que conservação ambiental e desenvolvimento econômico caminham juntos e destacou o papel das trilhas na valorização dos territórios, na proteção da biodiversidade e na geração de oportunidades para as comunidades locais.

Para a coordenadora-geral de Uso Público e Serviços Ambientais (CGEUP/D IMAN ) do IC MBio , Carla Guaitanele, a criação do Sintrilhas representa um marco para o país. “Transformamos o esforço voluntário em política nacional, garantindo conectividade ecológica, turismo sustentável e cidadania ativa. Este decreto é um marco para a conservação e para o bem-estar da sociedade” , afirmou.

Oportunidades para os territórios

Ao conectar paisagens naturais, áreas protegidas, comunidades e atrativos turísticos, o Sintrilhas fortalece economias locais e amplia oportunidades para atividades ligadas à hospedagem, alimentação, artesanato, produção local e turismo de base comunitária.

A política também estimula a circulação de visitantes por regiões que costumam ficar fora dos grandes circuitos turísticos, ampliando a distribuição dos benefícios econômicos do setor entre diferentes municípios brasileiros.

Experiências internacionais demonstram que grandes redes de trilhas figuram entre os principais ativos turísticos de diversos países. No Brasil, o potencial é ainda mais expressivo diante da diversidade de biomas, paisagens e culturas existentes.

Estrutura permanente

Criada em 2018, a Rede Brasileira de Trilhas (RedeTrilhas) passa agora a contar com uma estrutura nacional permanente voltada ao planejamento, implantação, gestão, monitoramento e promoção das trilhas.

O decreto institui instrumentos para fortalecer a governança do setor, entre eles a Estratégia Nacional, o Cadastro Nacional e o Comitê Nacional. A medida também amplia a participação integrada de estados, municípios, comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil e iniciativa privada. A Estratégia Nacional deverá ser elaborada em até 180 dias após a instalação do comitê responsável por definir as metas prioritárias para o desenvolvimento do segmento.

Uma política construída junto com a sociedade

Construída ao longo de mais de sete anos por voluntários, montanhistas, ciclistas, gestores públicos, comunidades locais, empreendedores e organizações da sociedade civil, a Rede consolidou-se como um dos maiores movimentos de mobilização socioambiental do país.

O novo decreto, coordenado pelo MMA, MTur e ICMBio , ao transformar essa construção coletiva em política pública nacional, confere maior segurança jurídica, capacidade de planejamento e integração entre iniciativas distribuídas por todo o território nacional. O processo contou ainda com a participação do Fórum de Gestores do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) e do Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Turismo.

Pegadas amarelas e pretas

Um dos elementos mais reconhecidos da Rede Brasileira de Trilhas — agora incorporado ao Sintrilhas — é o sistema de sinalização baseado nas pegadas amarelas e pretas. Além de orientar os usuários, o símbolo identifica percursos integrados à rede nacional e reforça a identidade visual do sistema.

A padronização da sinalização contribui para ampliar a segurança dos visitantes, facilitar a navegação em campo e fortalecer a imagem do Brasil como destino de excelência para o turismo de natureza e aventura.

Bem-estar

Em um contexto de crescente urbanização e aumento dos desafios relacionados à saúde física e mental, o acesso a ambientes naturais tem sido cada vez mais valorizado como instrumento de promoção da saúde, recreação, educação ambiental e fortalecimento dos vínculos comunitários.

Caminhar, pedalar ou remar por trilhas de longo curso permite que milhões de brasileiros tenham acesso a formas de lazer, atividade física e contato com a natureza. Esses espaços também contribuem para ampliar a conscientização sobre a conservação ambiental e estimular o engajamento da sociedade na proteção do patrimônio natural.

Reconhecimento internacional e protagonismo brasileiro

Em 2025, durante o Congresso Mundial da Natureza da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), foi aprovada a Moção 4, que reconhece formalmente as trilhas como instrumentos de conservação da biodiversidade, conectividade ecológica e engajamento social. Assim, o Sintrilhas posiciona o Brasil na vanguarda de uma agenda global.

Em sintonia com esse movimento, a Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS) reforçou, em sua mais recente resolução, a importância de iniciativas como as trilhas, capazes de reduzir a fragmentação de habitats e promover a integração de paisagens em larga escala.

Outras assinaturas que fortalecem os trabalhos do Instituto

Entre as diversas assinaturas durante a cerimônia, o decreto que regulamenta a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA), consolidando o pagamento pcomo instrumento permanente da política ambiental brasileira poderá beneficiar povos e comunidades tradicionais que vivem em UCs federais e em seus territórios de influência, contribuindo para a valorização de práticas associadas à conservação dos ecossistemas.

Também foi instituído o Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PDPCT), instrumento que busca fortalecer direitos, promover inclusão social e ampliar a participação de segmentos tradicionais, muitos deles historicamente vinculados às áreas protegidas e geridas pelo ICMBio .

Por fim, foram anunciados novos avanços para o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) e para as políticas voltadas aos povos e comunidades tradicionais. O Governo Federal confirmou a captação de R$ 370 milhões em doações internacionais para o programa ARPA Comunidades, iniciativa que prevê ações em 60 Unidades de Conservação de Uso Sustentável na Amazônia e contribuirá para a proteção de cerca de 23 milhões de hectares de floresta.

O anúncio ocorre em um momento de resultados expressivos para o programa, cuja execução pelo ICMBio alcançou mais de 90% do Plano Operativo Anual (POA) 2024/2025, com investimentos de R$ 81,5 milhões em 74 UCs.

Por ICMBio

Assuntos Capa, Nacional
Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print
Painel Informe Manaus de Satisfação: Gostou da matéria?
Love0
Angry0
Wink0
Happy0
Dead0

Você pode gostar também

Nacional

Último dia: estudantes têm até sexta-feira (12) para se inscrever no Enem 2026

11 de junho de 2026
Nacional

Agro exporta US$ 16 bi em maio, com a China como maior compradora

11 de junho de 2026
Nacional

1.900 imóveis da União cedidos para usos sociais: fruto de interesse e vontade, diz Lula

11 de junho de 2026
Nacional

A Voz do Brasil detalha Enem 2026 nesta quinta-feira (11). Prazo de inscrições termina amanhã

11 de junho de 2026
Nacional

Ferrovias ganham protagonismo com novos leilões e financiamento de até 40 anos

11 de junho de 2026
Nacional

Fundo Amazônia quadruplica ritmo anual de aprovações desde a retomada, em 2023

11 de junho de 2026
Os InfluenciadoresOs Influenciadores