Documento reúne estratégias integradas para prevenção, monitoramento e resposta em saúde durante o maior evento cultural do Amazonas
FOTO: Takeo Sakai/FVS-RCP
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) publica, nesta terça-feira (16/06), o Plano Operativo de Vigilância em Saúde para o 59º Festival de Parintins, que será realizado de 26 a 28 de junho de 2026. O documento na íntegra está disponível www.fvs.am.gov.br.
O plano da FVS-RCP estabelece diretrizes para o planejamento, execução e monitoramento das ações de vigilância em saúde antes, durante e após o evento, visando fortalecer a proteção de moradores, trabalhadores e turistas.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, ressalta que o planejamento antecipado permite uma atuação mais eficiente das equipes em um dos maiores eventos de massa do país.
“Nosso trabalho é atuar de forma integrada para que o Festival de Parintins aconteça com segurança para moradores, trabalhadores e visitantes. O plano organiza as ações de vigilância em saúde, fortalece a prevenção e amplia a capacidade de resposta diante de qualquer situação que possa representar risco à saúde pública”, avalia Tatyana Amorim.
O documento prevê a atuação conjunta das áreas de Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária, Vigilância Ambiental, Vigilância em Saúde do Trabalhador, Vigilância Hospitalar, Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), além de equipes de assistência e parceiros institucionais. As ações incluem inspeções sanitárias, monitoramento da qualidade da água, controle vetorial, vigilância de doenças transmissíveis, prevenção de violências, segurança do trabalhador, monitoramento laboratorial e acompanhamento em tempo real dos atendimentos de saúde.
De acordo com o diretor técnico de Planejamento, Emergências em Saúde Pública e Ações Estratégicas da FVS-RCP, Augusto Zany, a avaliação de riscos apresentada no plano, cita os principais agravos monitorados durante o festival que incluem doenças gastrointestinais, respiratórias, intoxicação alimentar, acidentes de trânsito, violências, doenças exantemáticas e complicações relacionadas a doenças crônicas.
“Estamos mobilizando equipes técnicas de diferentes áreas para atuar de forma coordenada, desde o período preparatório até o pós-evento. Essa integração é primordial para acompanhar os indicadores de saúde, identificar situações de risco e apoiar a tomada de decisões durante toda a realização do festival”, ressalta Augusto Zany.
O Plano
O plano considera o cenário de grande circulação de pessoas durante o festival, realizado no Bumbódromo, que deve receber cerca de 25 mil espectadores por noite, além da intensa movimentação em portos, aeroportos, hotéis, restaurantes e demais espaços turísticos do município.
Além das ações de vigilância, o plano contempla atividades de educação em saúde, comunicação de risco, prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), distribuição de insumos de prevenção, orientação aos trabalhadores e campanhas para a promoção da saúde para o público participante.