Neste sábado, ao discursar na abertura de encontro de países da América Latina, Caribe e África, realizado na Colômbia, presidente critica novas versões do ímpeto colonizador: “Não é possível alguém achar que é dono dos outros países”. Lula pediu ação conjunta dos países por mudanças na ONUO presidente Luiz Inácio Lula da Silva exortou que os países latino-americanos, caribenhos e africanos se posicionem contra as guerras em curso no mundo, e destacou que esses conflitos são a mais recente manifestação do colonialismo, em que países mais fortes pretendem impedir o crescimento dos demais e também se apropriar de suas riquezas.
De forma indireta, Lula afirmou também que as guerras podem evoluir para o avanço de potências contra as jazidas de minerais estratégicos e terras raras que têm sido descobertas em países como a Bolívia e o próprio Brasil, entre outros.
Lula discursou, neste sábado (21/3), na abertura da X Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e do I Fórum CELAC-África, realizada em Bogotá, na Colômbia.
Dirigindo-se aos representantes nacionais presentes, Lula disse que todos os países ali representados já haviam sofrido com saques de riquezas minerais, por países colonizadores. E que a guerra no Irã, a invasão da Venezuela e as ameaças de ataque à Cuba são novos capítulos dessa mesma história. Lula não citou o nome de Donald Trump uma única vez.
“Todos aqui têm experiência de o seu país ser saqueado. Ouro, prata, diamantes, minérios. Agora, eles querem ser donos das terras raras e dos minerais críticos. Estão querendo nos colonizar novamente. Não é possível alguém achar que é dono dos outros países. O uso da força e do poder para nos colonizar outra vez”, disse o presidente brasileiro.
“Agora, que nós temos minerais críticos? Agora, quando podemos dar um salto de qualidade na produção de combustíveis alternativos”, disse ainda.
Lula exortou os países presentes a pressionar, em conjunto, pela mudança no Conselho de Segurança da ONU, para que os mesmos países que o compõem, entre os quais aqueles que fazem as atuais guerras, deixem de ocupar sozinhos a tarefa de mediar conflitos e os evitar.
“Somente a paz é que pode fazer com que o mundo pobre possa se desenvolver. E o que constrói a guerra? Só mortes e destruição. Queremos voltar a ter uma relação civilizada entre as nações”, completou.
A fala foi feito de improviso, após leitura de discurso escrito.
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