O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita, nesta quinta-feira (26/3), em Anápolis (GO), o complexo industrial da Brainfarma, instalação onde será produzida a escopolamina, ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) do medicamento Buscopan. O Brasil será o primeiro País da América Latina a produzir este IFA e, após 2026, a Brainfarma será a maior produtora mundial do Butilbrometo de Escopolamina. Com isso, o País deixará de ser apenas importador e passará a ser exportador de insumo farmacêutico de alto valor agregado, com potencial de exportar para a Europa, México, Oriente Médio e Ásia.
Com investimento total de R$ 250 milhões e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o projeto em Anápolis integra as diretrizes da Nova Indústria Brasil e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, com foco na internalização de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) essenciais. A visita do presidente reforça a política pública conduzida pelo Governo do Brasil na área de saúde, que impacta diretamente não apenas o setor, mas a indústria nacional, a geração de empregos e as exportações.
Os investimentos na internalização de IFAs fazem parte de uma estratégia inserida em um projeto de soberania sanitária e industrial, alinhado às prioridades do Governo do Brasil. O Projeto IFA Brasileiro trabalha para posicionar o país como líder global na produção de um insumo farmacêutico essencial, hoje concentrado no exterior.
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SEGURANÇA NACIONAL EM SAÚDE – Com a produção da escopolamina em Anápolis, o Brasil pavimenta um caminho para deixar de depender integralmente de importações para um IFA crítico utilizado em medicamentos amplamente consumidos no SUS e no varejo. Com o encerramento da produção na Alemanha em 2026, há um risco real de desabastecimento global, algo que o projeto da Brainfarma se antecipa.
CADEIA PRODUTIVA – O fortalecimento de uma cadeia produtiva 100% nacional, do cultivo agrícola à síntese farmacêutica, é uma estratégia diretamente alinhada com a política industrial do Governo do Brasil, que reforça a internalização de IFAs estratégicos, como previsto nas diretrizes de reindustrialização, da Nova Indústria Brasil, e do fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
IMPACTO ECONÔMICO E SOCIAL – Os investimentos da Brainfarma no Brasil totalizam R$ 450 milhões, sendo R$ 250 milhões aplicados diretamente na unidade fabril em expansão em Anápolis, dos quais R$ 107 milhões são de aportes do BNDES. O complexo terá capacidade produtiva de 30 toneladas do insumo farmacêutico ativo, o equivalente a 150 milhões de medicamentos. Serão gerados mais de 500 empregos diretos e indiretos, com forte impacto regional em Goiás, em um momento que consolida Anápolis como hub farmacêutico nacional, com domínio de tecnologia de ponta. A iniciativa representa, ainda, transferência de tecnologia, conhecimento, capacitação técnica e fortalecimento da base de inovação industrial brasileira.
FASE AVANÇADA – O complexo em Anápolis encontra-se em fase avançada de expansão, com equipamentos em qualificação, antes da certificação final. A fábrica de medicamentos na cidade goiana é uma das maiores da América Latina, com cerca de 120 mil metros quadrados de áreas construídas e cerca de 5 mil colaboradores. A unidade tem capacidade para produzir mais de 830 itens distintos, nas mais variadas formas farmacêuticas: sólidos, líquidos, semissólidos, efervescentes, injetáveis, aerossóis, dentre outras, com uma capacidade produtiva de 1,4 bilhões de unidades de medicamentos.
Além das instalações em Anápolis, a Brainfarma mantém, em Barueri (SP) um centro de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos, dermocosméticos, nutricionais e suplementos vitamínicos, o Hynova. Trata-se de um dos mais modernos centros de inovação farmacêutica no Brasil, com capacidade para conduzir cerca de 150 projetos simultâneos de desenvolvimento. No local trabalham cerca de 450 profissionais em seis modernos laboratórios, com possibilidade de desenvolvimento de novos produtos sob mais de 20 formas farmacêuticas diferentes.