Ministério da Igualdade Racial (MIR) apresentou suas políticas públicas de promoção da igualdade racial na edição de Fortaleza do Governo do Brasil na Rua, nos dias 16 e 17 de abril, no Centro Urbano de Cultura Arte Ciência e Esporte Pici (CUCA Pici). Com um estande voltado ao atendimento direto ao público, o MIR reforçou seu compromisso com o enfrentamento de desigualdades raciais e consolidou um espaço de escuta qualificada e orientação à população.
Ao longo do evento, a equipe disponibilizou informações essenciais para garantir o acesso da população às políticas da pasta. Foram apresentadas informações detalhadas sobre heteroidentificação e autodeclaração, esclarecendo dúvidas sobre procedimentos, critérios e direitos relacionados às políticas de cotas e ações afirmativas.
O estande também recebeu notificações de racismo, entre elas uma denúncia de racismo religioso, que foi acolhida e encaminhada com orientação técnica sobre os mecanismos de proteção, responsabilização e apoio à vítima. Para a coordenadora-geral de Relações Institucionais, Janaina Fernandes esse tipo de atendimento evidencia o papel do Ministério na defesa da população: “quando acolhemos uma denúncia, garantimos que essa pessoa não está sozinha. Orientar sobre os caminhos de denúncia e sobre os direitos é uma forma concreta de presença do Estado e de enfrentamento do racismo.”
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O espaço contou com a participação de gestores, estudantes, profissionais de diversas áreas e representantes da sociedade civil. Entre eles estavam os representantes do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) Ogan Leno Farias e Marielly Flor. Ambos integraram a mesa de abertura e dialogaram com a população sobre a 5ª Conapir e o papel estratégico dos conselhos.
Entrega inédita – O MIR promoveu uma roda de conversa inteiramente dedicada à política de igualdade racial, com forte participação do movimento social negro, estudantes cotistas, gestores, conselheiros e equipes do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). A atividade ampliou o caráter intersetorial das discussões e fortaleceu o diálogo com a sociedade civil organizada.