Evento no Largo de São Sebastião apresentou a quinta edição da Mostra de Cultura Popular Amyipaguana, com grupos de matrizes indígenas, afro-brasileiras e do interior do Amazonas.O Largo de São Sebastião recebeu, no sábado (14/03), a quinta edição da Mostra de Cultura Popular Amyipaguana. O encontro reuniu manifestações de capoeira, circo, ciranda, quadrilha junina e maracatu, além de apresentações musicais com rock, reggae, samba e músicas afroameríndias. A iniciativa foi realizada pela Pai d’Égua Produções e apoiada pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
Programação e manifestações
A programação começou com o Bando Anunciador, um cortejo que percorreu o Largo de São Sebastião e trouxe diversas expressões da cultura popular. Após o cortejo, o público acompanhou uma sequência de apresentações que mesclou ritmos urbanos e tradições do interior do estado.
Objetivos e apoio institucional
O projeto tem como objetivo fortalecer a valorização da cultura popular e ampliar o acesso do público às diferentes manifestações que compõem a identidade do Amazonas. A realização integra ações do Governo do Amazonas para fortalecer políticas públicas voltadas à valorização da cultura popular e ao reconhecimento de mestres e fazedores de cultura do estado.
Registro e preservação da memória
De acordo com o secretário executivo de Cultura e Economia Criativa, Carlos Bonates, o projeto busca registrar e divulgar manifestações culturais que fazem parte da identidade amazônica. “A proposta do Amyipaguana é dar visibilidade às expressões artísticas que muitas vezes não têm espaço na mídia. São grupos e artistas que trabalham com culturas urbanas, mas principalmente com culturas da zona rural e dos municípios do estado. Nós buscamos registrar essas manifestações por meio de vídeos e depoimentos divulgados nas plataformas da secretaria”, explicou.
Bonates afirmou ainda que o projeto visa preservar a memória cultural por meio de registros audiovisuais. Segundo ele, ao longo das cinco edições foram produzidos cerca de 70 vídeos documentais e 70 palestras sobre temas ligados à cultura, como identidade cultural, interculturalidade e diversidade.
“O Amyipaguana significa ancestral, em tupi antigo. A ideia é justamente criar esse elo entre passado e presente e mostrar as diversas identidades culturais que formam o Amazonas”, afirmou o secretário.
Participação dos grupos e avaliação dos artistas
Entre os participantes, a regente do Maracatu Eco da Sapopema, Naicyele Ferreira, destacou a importância do evento para a visibilidade do grupo. “É uma oportunidade muito importante para mostrar o maracatu, que é uma cultura popular do Nordeste, mas que já está presente em Manaus há 17 anos. Essa parceria com os eventos de cultura popular na cidade é muito significativa para nós”, disse.
O artista Eduardo Gomes também ressaltou o papel dos espaços públicos. “Eu trabalho com cultura há cerca de 20 anos e vejo como é importante ter eventos como esse no Largo de São Sebastião, que é um grande palco cultural da cidade. Aqui a gente consegue reunir diferentes grupos e mostrar a diversidade da cultura popular que existe em Manaus”, afirmou.
Interação com o público
Além das apresentações, a edição trouxe uma proposta de interação. Os artistas convidaram o público a levar instrumentos musicais para participar de um momento coletivo ao final da programação. A proposta buscou promover um encontro entre artistas e espectadores e ampliar a participação popular nas manifestações.
A realização da Mostra Amyipaguana integra ações para promover a diversidade artística, ampliar o acesso da população às manifestações culturais tradicionais e preservar a memória e a identidade cultural amazônica.
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