Em mais uma ação para interromper o fluxo do crime ambiental, o Comando Operacional Conjunto Catrimani II, em coordenação com a Casa de Governo, realizou a interdição de uma pista de pouso clandestina na região da terra indígena Yanomami. A ação integra uma estratégia de desarticulação logística com o objetivo de tornar a mineração ilegal economicamente inviável.
Na operação, realizada na última terça-feira (17/3), foram aplicados 350 quilos de explosivos. As detonações ocorreram em pontos estratégicos, impossibilitando pousos e decolagens de aeronaves na área.
Para o transporte das tropas e dos materiais, foram empregadas aeronaves UH-15 Super Cougar, da Marinha do Brasil; HM1 Pantera, do Exército Brasileiro; e o H-60 Black Hawk, da Força Aérea Brasileira.
A malha aérea clandestina é considerada a espinha dorsal da extração mineral em áreas remotas. Sem essas pistas, o garimpo sofre um bloqueio crítico no suprimento de combustível, mantimentos e peças para maquinário pesado. Além de reduzir a mobilidade para o transporte de pessoal e escoamento do minério, a ausência de apoio aéreo eleva os custos operacionais, tornando a atividade logística e financeira insustentável.
A ação não é isolada, mas parte de um cronograma contínuo de desintrusão. O objetivo vai além da repressão, abrangendo também a proteção da saúde pública e a conservação ambiental. A mineração ilegal é a principal responsável pela contaminação de rios por mercúrio e pelo desmatamento, que ameaçam a sobrevivência das comunidades indígenas.
Para o Comando Conjunto Operacional Catrimani II, a operação reforça o controle territorial por parte do Estado e mantém a pressão constante sobre as rotas de abastecimento do crime.
Amparada pela Portaria GM-MD N° 5.831/2024, a missão une as Forças Armadas, órgãos de Segurança Pública e agências governamentais. A força-tarefa atua na linha de frente para reafirmar a presença do Estado na região mais crítica da Terra Indígena Yanomami, combatendo crimes ambientais de forma preventiva e repressiva.