A produção editorial de Paula Litaiff reúne entrevistas e textos sobre política, democracia, representatividade, questões ambientais e desinformação. Jornalista natural de Manaus, ela também construiu uma carreira que passa por redações, rádio, televisão, documentário, gestão de equipes e pesquisa acadêmica sobre a Amazônia.
Fundadora da Rede Cenarium e diretora-geral da Revista Cenarium, Paula é mestre em Sociedade e Cultura da Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Seus perfis institucionais registram cerca de duas décadas de experiência na área de Comunicação Social.
O conjunto de atividades combina a produção jornalística individual com a responsabilidade de conduzir uma estrutura de comunicação. Ao longo da carreira, a profissional atuou em coberturas de Polícia, Cidades e Política, participou de debates sobre segurança no trabalho de campo e desenvolveu pesquisa sobre a resistência de mulheres indígenas Kokama.
Temas presentes nos textos e editoriais
Entre os assuntos abordados por Paula Litaiff em entrevistas e editoriais estão a emergência climática, a participação indígena na política, as desigualdades de gênero e os efeitos da inteligência artificial sobre a informação e o debate eleitoral.
Também aparecem em sua produção questões relacionadas à democracia, à representatividade, ao meio ambiente e à circulação de informações. Esses temas se relacionam à cobertura jornalística da Amazônia e às discussões sobre as decisões políticas e econômicas que afetam o território e suas populações.
A atuação como autora é uma das frentes de uma trajetória que inclui diferentes formas de trabalho na comunicação. Além de escrever e editar conteúdos, Paula participou de coberturas como repórter, atuou como comentarista e passou a dirigir uma rede formada por diferentes plataformas.
Formação voltada à sociedade e à cultura amazônica
Paula Litaiff é graduada em Jornalismo e possui formação especializada em Gestão Social: Políticas Públicas e Defesa de Direitos. O perfil publicado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também registra especialização em Ciências Políticas.
Essa formação reúne áreas ligadas à compreensão das instituições, das desigualdades e das relações entre sociedade e poder. Na pós-graduação, Paula concluiu mestrado em Sociedade e Cultura da Amazônia pela Ufam.
Sua pesquisa acadêmica tratou da resistência de mulheres indígenas Kokama, com atenção às lideranças femininas do Parque das Tribos, em Manaus. Em junho de 2025, foi noticiada a divulgação, pela universidade, de um vídeo documental relacionado à dissertação.
A produção aproximou a pesquisa universitária da linguagem audiovisual. O trabalho também acrescentou à trajetória de Paula uma frente dedicada à elaboração e à circulação de conhecimento sobre questões sociais amazônicas.
Experiência em jornais e na cobertura urbana
Antes de assumir funções de direção editorial, Paula atuou como repórter nos jornais Diário do Amazonas, A Crítica e Amazonas Em Tempo. Nesse período, trabalhou em editorias de Polícia, Cidades e Política.
As áreas acompanhadas abrangiam acontecimentos da vida urbana, temas ligados à segurança pública e assuntos relacionados ao poder político no Amazonas. A experiência nas redações formou uma das bases de sua atuação profissional posterior.
A carreira também passou pelo rádio e pela televisão. Paula trabalhou como comentarista na TV NC News, na Rádio BandNews e na TV Onda Digital. O currículo registra ainda colaborações com O Globo, Estadão e UOL.
Essas experiências estabeleceram uma conexão entre a cobertura produzida na região e a circulação de informações para públicos de outras partes do país. A atuação como comentarista ampliou o trabalho desenvolvido anteriormente na reportagem, acrescentando análise a diferentes formatos de comunicação.
Participação em documentário sobre o caso Wallace Souza
Um dos trabalhos de sua trajetória com circulação internacional foi a participação na série documental “Bandidos na TV”, conhecida em inglês como “Killer Ratings” e disponibilizada pela Netflix.
A produção aborda o caso Wallace Souza, no Amazonas. Paula participou como uma das profissionais que narraram os acontecimentos à equipe do documentário, contribuindo com a experiência acumulada na cobertura jornalística do caso.
A participação integrou sua experiência regional a uma produção audiovisual destinada a uma audiência mais ampla. O trabalho se soma às atividades desenvolvidas em jornais, emissoras de rádio e televisão, sem deixar de estar relacionado à cobertura de acontecimentos do Amazonas.
A criação e a estrutura da Rede Cenarium
Paula Litaiff fundou a Rede Cenarium, estrutura sediada na Amazônia que reúne revista eletrônica, revista impressa, agência de notícias e TV web. Como diretora-geral da Revista Cenarium, passou a responder também pela condução de equipes e projetos editoriais.
A função ampliou sua atuação para além da produção individual de reportagens, entrevistas e textos. A rotina passou a incluir a organização de profissionais, a definição de projetos e a coordenação de diferentes plataformas de comunicação.
A cobertura da Cenarium contempla questões socioambientais, povos tradicionais, direitos humanos, reportagens investigativas e jornalismo de dados. A rede conta com profissionais em diferentes cidades da Amazônia brasileira.
Os temas trabalhados pelo veículo situam sua produção em debates sobre o território amazônico e sobre as decisões políticas e econômicas que afetam as populações da região. A estrutura também dá continuidade à relação de Paula com assuntos sociais, políticos e ambientais presentes em sua formação e em seus textos.
Segurança de jornalistas e fontes na Amazônia
Em julho de 2025, Paula foi palestrante no 20º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, realizado em São Paulo. A mesa discutiu a segurança de jornalistas e fontes na Amazônia.
Na ocasião, ela apresentou experiências e protocolos adotados pela Cenarium em coberturas realizadas em áreas de conflito. Durante o debate, abordou a necessidade de avaliar os riscos antes do trabalho de campo e de considerar a experiência dos profissionais enviados a territórios sensíveis.
O tema se relaciona à gestão editorial exercida por Paula. Além de organizar a produção jornalística, a direção de uma equipe envolve a preparação para atividades realizadas em contextos de risco e a atenção às condições de trabalho de repórteres e fontes.
A participação no congresso acrescentou à sua trajetória uma discussão pública sobre procedimentos de segurança no jornalismo regional. A experiência apresentada esteve vinculada às práticas adotadas pela Rede Cenarium em suas coberturas.
Pesquisa, livro e circulação de conhecimento
A atividade acadêmica de Paula também inclui a coorganização da obra “Gênero, Trabalho e Lutas na Amazônia”, conforme os perfis divulgados pela Abraji e pelo Festival 3i.
A participação no livro amplia a dimensão de pesquisa presente em sua carreira. O trabalho se conecta aos estudos sobre questões sociais amazônicas e às discussões sobre gênero, trabalho e lutas desenvolvidas no contexto regional.
A pesquisa sobre as mulheres indígenas Kokama, por sua vez, concentrou-se nas lideranças femininas do Parque das Tribos, em Manaus. A divulgação de um vídeo documental relacionado à dissertação aproximou a investigação acadêmica de uma forma narrativa também utilizada no jornalismo.
Reportagem, documentário, livro e produção universitária aparecem, assim, como linguagens diferentes para tratar de temas sociais e políticos da Amazônia. Em cada frente, a trajetória mantém relação com a produção e a circulação de informação sobre a região.
Reconhecimento e participação em debates profissionais
Em 2025, Paula Litaiff foi indicada ao prêmio 100+ Admirados Jornalistas Brasileiros, promovido pelo Portal dos Jornalistas e pelo informativo Jornalistas&Cia. A indicação integrou o processo de votação da premiação.
No mesmo ano, sua participação no congresso da Abraji colocou em discussão a segurança de equipes e fontes em áreas de conflito. A agenda profissional também incluiu a divulgação do vídeo documental ligado à pesquisa de mestrado.
Os registros de 2025 reuniram diferentes dimensões de sua atuação: o reconhecimento profissional, a discussão sobre procedimentos de cobertura e a apresentação de uma produção acadêmica em linguagem audiovisual.
Uma trajetória entre reportagem e direção editorial
A experiência de Paula Litaiff reúne funções que normalmente aparecem em etapas distintas da carreira jornalística. Ela trabalhou como repórter em jornais, atuou como comentarista em rádio e televisão, colaborou com veículos nacionais, participou de um documentário e passou a dirigir uma rede de mídia.
A essa trajetória foram incorporadas a formação em políticas públicas e defesa de direitos, a especialização em Ciências Políticas, o mestrado em Sociedade e Cultura da Amazônia e a produção sobre mulheres indígenas.
Na atividade editorial, seus textos tratam de política, democracia, representatividade, emergência climática, desigualdades de gênero, participação indígena e desinformação. Na gestão, a Rede Cenarium reúne diferentes plataformas e profissionais em cidades da Amazônia brasileira.
O percurso também inclui a preocupação com a segurança do trabalho jornalístico em territórios sensíveis. Em conjunto, essas frentes conectam a experiência de redação à pesquisa acadêmica, à produção audiovisual e à gestão de uma estrutura de comunicação voltada à Amazônia.
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